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Saiba como juntar dinheiro para pagar seus estudos

Depois do ensino médio, muita gente se vê em um dilema: quer continuar os estudos para buscar uma vida melhor, mas não sabe como juntar dinheiro para pagar um curso ou faculdade. À primeira vista, esse pode parecer um objetivo inalcançável, mas é plenamente possível se você equilibrar as contas e assumir o controle da sua vida financeira.

Basta ter organização, traçar um bom planejamento e saber o que fazer com o dinheiro, mesmo que não ganhe um salário alto. Para te ajudar nessa missão, preparamos um guia completo com tudo o que você precisa saber para conseguir bancar seus estudos. Está preparado? Então, vamos lá!

Como posso fazer um planejamento financeiro pessoal?

Para conseguir pagar os estudos sem dor de cabeça, é essencial elaborar um bom planejamento financeiro pessoal. Dessa forma, você consegue controlar quanto entra e quanto sai da sua conta, identificando o que precisará fazer para que sobre uma graninha a mais todos os meses. Traçar esse plano requer muita disciplina. Confira o passo a passo ideal para ter sucesso nessa etapa:

Faça uma planilha com seus gastos mensais

Calcule sua renda líquida mensal (já considerando todos os descontos) e coloque todos os seus gastos do último mês em uma planilha. Se preferir, pode usar um aplicativo de controle financeiro. Procure separar as despesas em categorias: moradia, saúde, alimentação, lazer e reserva financeira. Isso ajudará a identificar para onde está indo a maior parte do seu dinheiro e a fazer os ajustes necessários nas etapas seguintes.

Use o mesmo modelo para planejar seu orçamento futuro, estipulando um gasto máximo para cada categoria e inserindo todas as suas despesas no documento. Sugerimos que o orçamento seja distribuído da seguinte forma:

  • 30% para moradia;
  • 10% para transporte;
  • 20% para saúde e alimentação;
  • 25% para lazer e bem-estar;
  • 15% para reserva financeira.

Essa divisão, é claro, não precisa ser seguida à risca, podendo ser adaptada à realidade de cada um. Por exemplo: se você ainda mora com seus pais, provavelmente não precisa arcar com todas as contas da casa. Assim, uma parte do dinheiro que seria destinado à moradia poderá ser realocada para sua reserva financeira, acelerando a conquista dos seus objetivos.

Revise o orçamento e corte gastos

Com a planilha em mãos, faça uma revisão do seu orçamento. Analise onde você está gastando mais do que deveria e corte esses custos. Ao colocar tudo no papel, você se surpreenderá com quanto do seu dinheiro vai embora com supérfluos.

Gastou demais na conta do celular? Estipule um valor pré-pago para o mês e não ultrapasse esse limite. Comeu muito fast-food? Faça isso apenas uma vez no mês e procure se alimentar em casa — além de mais barato, é mais saudável!

Corridas de ônibus levaram todo o seu dinheiro? Se for possível, economize em passagens fazendo uma parte do seu percurso diário a pé. Pode parecer que não, mas todas essas pequenas economias farão uma enorme diferença no seu orçamento final.

Livre-se das dívidas

Nenhum dos passos desse planejamento fará sentido se você mantiver dívidas. Se for o seu caso, priorize quitá-las o quanto antes. Caso elas sejam muito altas, procure renegociá-las com o credor.

Algumas das dívidas mais comuns entre os brasileiros estão relacionadas à fatura do cartão de crédito e ao cheque especial. Muita gente pensa que tanto um quanto o outro são extensões do salário. Mas isso está muito longe de ser verdade! Ambos são, na realidade, empréstimos bancários com os juros mais altos do mercado.

Portanto, nada de sair usando o crédito pessoal a torto e a direito, nem de gastar até o máximo do limite do cartão e depois parcelar a fatura. Essas atitudes geram uma bola de neve que pode se transformar em uma dívida impagável.

E isso está muito longe do que estamos buscando aqui, certo? Evite ao máximo recorrer a essas ferramentas. Quando a tentação for grande, pense nos seus estudos. Eles vêm em primeiro lugar, sempre!

Defina metas e invista uma parte do seu dinheiro

Orçamento feito? Gastos reduzidos? Dívidas quitadas? Depois de tudo isso, é hora de definir seus objetivos e começar a guardar dinheiro. Aqui, nosso foco é pagar os estudos, mas essa etapa pode ser aplicada para qualquer outra meta. Poderia ser uma viagem, uma festa de casamento, a aposentadoria ou compras de valor mais alto.

Com o objetivo definido, o ideal é que você guarde no mínimo 15% do que ganha assim que receber o salário. Jamais deixe para investir “o que sobrar” no final do mês. O motivo você já deve conhecer, mas não custa nada lembrar: se a gente deixar o dinheiro na conta, não vai sobrar nada!

Pensando nos estudos, construa uma reserva de emergência de no mínimo três meses de mensalidades do curso. Dessa forma, caso aconteça algum imprevisto, você não precisará abandoná-lo e terá algum tempo para conseguir outra fonte de renda.

Um dos destinos mais comuns para essa reserva é a caderneta de poupança, mas não é o melhor de todos. Experimente aplicar seu dinheiro no Tesouro Direto Selic. Essa modalidade de investimento conta com a mesma simplicidade da poupança e tem rendimentos muito mais vantajosos, com risco praticamente zero.

Falando em investimentos, ter pelo menos um pouco de conhecimento nessa área pode te ajudar muito! Não precisa se tornar um “ás” da bolsa de valores, mas saber o básico sobre renda fixa será útil para você conhecer mais opções de baixo risco e alta rentabilidade. É um excelente passo para você conquistar o sonho de bancar seus estudos.

Como juntar dinheiro para pagar meus estudos?

Agora que você já sabe como se organizar, explicaremos algumas dicas práticas para juntar dinheiro para os estudos. No papel, tudo parece fácil, mas, na prática, costumam surgir dificuldades que a gente não espera.

Mas não se preocupe! Estamos aqui para te ajudar a superá-las. Existem basicamente duas maneiras de conseguir os valores necessários para esse objetivo:

Economize no dia a dia

Já demos alguns exemplos sobre isso na explicação sobre o planejamento e, agora, podemos nos aprofundar no assunto. Economizar dinheiro no dia a dia é essencial para a conquista de qualquer grande objetivo financeiro.

Porém, isso requer algumas mudanças de hábitos, o que é sempre muito difícil. Gastar menos do que ganha precisa ser um verdadeiro mantra em sua vida. Apesar de parecer simples, muita gente se complica por ignorar essa regra básica de economia pessoal.

Uma tática efetiva para colocar isso em prática é fazer compras à vista sempre que possível. Na maioria das vezes, parcelamentos envolvem juros, portanto, no final das contas, você acaba pagando mais caro pelo produto. Ao comprar à vista, você ganha margem para negociar um preço melhor, além de não precisar lidar com parcelas que podem comprometer seu orçamento nos meses futuros.

Revisar as contas e cortar grandes gastos é ótimo, mas nunca despreze os valores menores. Um chocolate depois do almoço pode não ser muito, mas vários chocolates ao longo do mês representam uma parcela significativa do seu orçamento.

Outro bom ponto a ser trabalhado é o autocontrole emocional. Quem nunca gastou mais do que devia para compensar uma briga em casa ou uma bronca do chefe no trabalho? Cuidar do próprio bem-estar e ter disciplina é essencial para conseguir seu objetivo.

Por fim, é essencial aprender a dizer “não”. Às vezes, nossos amigos nos fazem convites extravagantes, que acabamos aceitando por impulso, mas acabam detonando todo um planejamento. É importante lembrar que, nessa fase da vida, a prioridade são os estudos. Lá na frente, quando você já tiver conquistado suas metas acadêmicas e profissionais, terá tempo suficiente para curtir alguns luxos a mais. Tenha foco e paciência!

Obtenha renda extra

E se, além do seu emprego fixo, você arranjasse uma fonte de renda extra? Muita gente coloca isso em prática e os resultados são animadores. Você já deve ter visto no telejornal algo do tipo: “Mulher abre carrinho de sucos, fatura alto e realiza sonho de ir à Disney”. Não é demais? Por que não pensar que essa pessoa pode ser você?

Há muitas formas de conseguir isso. Se no seu emprego existe a possibilidade de trabalhar algumas horas a mais para receber hora extra, aproveite essa oportunidade. Muitos empregos — principalmente na área de vendas — oferecem comissões atreladas aos resultados. Portanto, dê o melhor de si e aumente seus ganhos!

Outra boa ideia é fazer algo por conta própria nas horas livres. Escolha uma atividade em que você é bom e transforme-a em renda. Se você prepara brigadeiros deliciosos, por exemplo, por que não vendê-los na rua? Pegue um talento seu, elabore uma abordagem criativa e mãos à obra! As alternativas são muitas. Basta escolher a que melhor se encaixa no seu perfil.

Veja abaixo algumas sugestões para você se inspirar:

  • venda coisas que não usa mais;
  • dê aulas (de música, inglês ou qualquer assunto que você domine);
  • cuide de animais de estimação;
  • seja um redator freelancer;
  • seja guia turístico na sua cidade;
  • faça marmitas sob encomenda;
  • venda guloseimas;
  • venda produtos feitos com as suas próprias mãos.

O destino desse dinheiro extra, é claro, deve ser a reserva para os seus estudos. Isso fará com que você conquiste seu objetivo de forma muito mais rápida e com maior segurança financeira. Resista ao ímpeto de gastar com outras coisas.

Quais são as principais opções de financiamento de estudos?

Mesmo com planejamento financeiro e renda extra, pode ser que você ainda não consiga pagar a mensalidade do seu curso de forma integral. Porém, existem algumas opções públicas e privadas de financiamento que permitirão que você termine seus estudos sem problemas. Conheça a seguir algumas delas.

Fies

Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) é um programa do Governo Federal criado em 1999 para financiar a graduação no Ensino Superior de alunos que não têm condições de arcar com os custos da formação. O programa — que já beneficiou mais de 2 milhões de estudantes brasileiros — ganhou novas regras e abriu 310 mil novas vagas em 2018. Nessa nova fase, passou a ser dividido em 3 modalidades:

  • Fies 1: 100 mil vagas destinadas a estudantes com renda familiar de até 3 salários mínimos, com taxa de juros igual a zero;
  • Fies 2: 150 mil vagas destinadas a estudantes com renda familiar de até 5 salários mínimos. Contempla as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, com juros de 6,5% ao ano;
  • Fies 3: 60 mil vagas para estudantes de todo o país, com renda familiar de até 5 salários mínimos. Juros de 6,5% ao ano.

Para participar, o aluno precisa ter prestado alguma das edições do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) a partir de 2010, com pelo menos 450 pontos obtidos na média geral e sem ter zerado na redação. Ao fazer o cadastro, é obrigatório cumprir os requisitos de renda familiar e apresentar documentos que comprovem as informações.

A dívida só começa a ser cobrada do aluno após a conclusão do curso, portanto, nenhum valor é desembolsado enquanto ele estiver na faculdade. As condições de juros e o prazo longo para pagamento — que pode chegar a até duas décadas — tornam o Fies uma ótima opção de financiamento para os estudos. Por esse motivo, o programa é muito concorrido.

Uma boa estratégia é utilizar as nossas dicas de planejamento financeiro e guardar o máximo de dinheiro possível durante a faculdade. Dessa forma, quitar a dívida com o Fies será muito mais simples e rápido após a conclusão do curso.

Bolsas de estudos

Bolsa de estudo é um desconto dado ao estudante na mensalidade do curso, podendo ser parcial ou integral. No Brasil, existem várias modalidades de bolsa, concedidas por programas do poder público ou do setor privado.

Entre as iniciativas do Governo Federal, a principal é o ProUni (Programa Universidade Para Todos), que abre inscrições uma vez por semestre. O sistema concede bolsas parciais (50%) ou integrais (100%) para estudantes que ainda não tenham diploma de curso superior.

Para se inscrever, o aluno deve ter renda familiar bruta de até três salários mínimos e ter prestado o Enem no ano anterior, com pontuação igual à exigida pelo Fies. Além disso, precisa cumprir pelo menos um dos seguintes requisitos:

  • ter cursado o ensino médio em escola pública ou como bolsista integral de escola particular;
  • ter alguma deficiência;
  • ser professor da rede pública e estar concorrendo a uma bolsa em licenciatura (se for o caso, não é necessário comprovar renda).

O cadastro é feito pela Internet, na página oficial do programa.

Caso você não se encaixe nas condições ou não tenha conseguido uma vaga no ProUni, pode recorrer a outras modalidades de bolsa existentes no mercado. Muitas empresas oferecem bolsas parciais ou integrais para seus funcionários em cursos ou faculdades, visando a qualificar a mão de obra. Procure saber se o lugar onde você trabalha oferta esse benefício e, em caso positivo, aproveite!

Algumas faculdades particulares também oferecem bolsas de estudos para alguns alunos por conta própria. Os critérios são variados: descontos para familiares e funcionários, premiação por bom desempenho no processo seletivo e preços menores para alunos de baixa renda.

Dependendo do curso, existem até programas de iniciação científica com ajuda de custo mensal para alimentação e moradia. Basta consultar o site ou secretaria da instituição de ensino e ficar por dentro de todos os detalhes.

Crédito universitário

Em moldes parecidos com os do Fies, existem muitas opções de crédito universitário oferecidas pela iniciativa privada, sobretudo por faculdades e bancos. As condições e prazos para pagamento variam de instituição para instituição e, por isso, vale consultar cada uma delas e analisar qual é a mais apropriada para você.

Já adiantamos que a maioria das taxas de juros são muito mais altas que a do Fies, que varia de 0 a apenas 6,5% ao ano. Nenhum banco consegue competir com isso, mas existem programas privados com taxa zero que são boas alternativas ao Fies. A diferença está nas condições de pagamento, já que as mensalidades começam a ser cobradas já durante o curso. Alguns critérios de aceitação também mudam, então, vale pesquisar se você se encaixa nos pré-requisitos.

Empréstimos

Se você já tiver recorrido a todas as opções apresentadas e, ainda assim, não está conseguindo cobrir integralmente as despesas dos seus estudos, uma última alternativa seria pegar um empréstimo bancário.

Empréstimos estudantis costumam ter condições melhores que empréstimos comuns, mas, mesmo assim, os juros são altos. Por isso, evite ao máximo usar esse recurso. Essa dívida nunca caduca, portanto, se sua carreira não estiver saindo como esperado depois que você terminar a faculdade, isso pode se tornar um problema sério no seu orçamento.

Como escolher um curso que caiba no meu bolso?

Além de organizar a vida financeira e ter disciplina para juntar dinheiro, também é fundamental escolher um curso que caiba no seu bolso. Afinal, seguir o planejamento à risca também envolve assumir apenas os compromissos que você conseguirá honrar.

No caso de faculdades particulares, por exemplo, um mesmo curso de graduação costuma ser oferecido por diversas instituições por valores muito diferentes. Universidades renomadas tendem a cobrar mais claro, enquanto outras oferecem preços mais atrativos.

Estude o custo-benefício, os programas de bolsas de estudo e as condições de pagamento de cada uma antes de tomar a decisão. E lembre-se: o responsável pelo seu sucesso profissional é você, não o nome da faculdade. Portanto, tente não se prender muito a esse detalhe.

É importante lembrar que o valor da mensalidade também varia de acordo com os cursos escolhidos. Em uma mesma universidade, a graduação em medicina certamente custará muito mais do que a graduação em jornalismo, por exemplo.

Caso seu objetivo seja um curso com mensalidades extremamente altas, vale considerar prestar vestibular para instituições públicas. É mais difícil de passar, mas são gratuitas. Outra possibilidade é apostar em cursos alternativos enquanto não consegue atingir a meta principal. Um exemplo: cursar zootecnia pode ser um ótimo caminho para, mais tarde, prestar vestibular para medicina veterinária, ou mesmo solicitar uma transferência de turma.

Existe também uma infinidade de cursos técnicos e livres que são muito úteis para profissionais em início de carreira. Dependendo dos seus objetivos, esse tipo de ensino pode atender às suas necessidades até melhor do que uma universidade, além de custar muito mais barato. É tudo questão de avaliar quais são suas metas no momento, a fim de tomar a melhor decisão possível.

Mais uma alternativa interessante são os cursos online. São muitas opções, desde graduações EAD (Ensino à distância) até os mais diversos tipos de cursos livres. O conteúdo e a certificação costumam ser iguais às dos cursos presenciais, mas a mensalidade é mais em conta, já que a instituição não precisa arcar com custos estruturais.

Além do menor investimento, há também a vantagem de o aluno poder assistir às aulas de onde quiser. Ou seja, o estudante não fica limitado apenas às instituições localizadas na cidade onde mora. Muitos cursos são feitos por transmissões online ao vivo, então, a interação com os professores e o esclarecimento de dúvidas não ficam prejudicados.

Vamos recapitular?

Se você chegou até aqui, parabéns! É hora de usar tudo o que aprendeu e fazer seus sonhos se tornarem realidade. Para encerrar, vamos recapitular os passos básicos, desde o início:

  1. Faça um planejamento financeiro pessoal. Organize suas despesas, corte gastos, livre-se das dívidas e o mais importante: guarde dinheiro! Se entender um pouco de investimentos, melhor ainda;
  2. Obtenha o máximo de renda que conseguir e saiba economizar. Utilize estratégias para gastar o mínimo que conseguir, e use sua criatividade para iniciar um projeto que traga renda extra;
  3. Analise as opções de financiamento: Fies, ProUni, bolsas de estudo privadas, programas de crédito universitário, enfim, verifique qual opção se encaixa melhor na sua realidade;
  4. Escolha um curso que caiba no seu bolso. Universidade ou cursos técnicos? Presencial ou online? Esses e outros fatores influenciam o valor da mensalidade. Leve tudo isso em conta.

Depois de absorver e refletir sobre esse conteúdo, com certeza você saberá como juntar dinheiro para financiar os seus estudos.

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